Câncer de Mama: Fique por dentro!

COMO SÃO AS MAMAS:

São constituídas  de gordura, tecido conjuntivo e tecido glandular que contém lóbulos (produção do leite) e ductos.

Raramente uma mama é do mesmo tamanho da outra, podendo apresentar diferenças principalmente durante o período menstrual. O tecido mamário se estende (sob a pele) até a axila. Um sistema de linfonodos é responsável pela drenagem linfática da mama, principalmente os da região axilar  e da cadeia mamária interna.

CÂNCER DE MAMA:

É provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, visto que afeta a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal da mulher.

Esse tipo de câncer permanece como o 2º tipo de câncer  mais frequente no mundo e o 1º entre as mulheres.

Mesmo sendo considerado um câncer com bom prognóstico, se diagnosticado e tratado precocemente, as taxas de mortalidade por esta causa  continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença, muitas vezes, ainda é diagnosticada em estágios mais avançados.

HISTÓRIA NATURAL:

Desde a fase inicial de formação do tumor até a fase em que se pode ser descoberto pelo exame físico (tumor subclínico), isto é, a partir de 1cm, passam-se em média 10 anos.

Estima-se que o tumor de mama duplique de tamanho a cada período de 3-4 meses. No início da fase subclínica (impalpável), tem-se a impressão de que o crescimento é lento, pois as dimensões das células são mínimas. Porém, depois que o tumor torna-se perceptível à palpação, sua duplicação é facilmente percebida.

Se não for tratado, o tumor desenvolve metástases (focos de tumor em outros órgãos), mais comumente para ossos, pulmões e fígado.

FATORES DE RISCO:

  • História Familiar: É um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se parentes de 1º grau (mãe e irmã) forem acometidas antes dos 50 anos. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a cerca de 10% do total de casos de cânceres de mama;
  • Idade: Há um aumento rápido da incidência com o aumento da idade;
  • Menarca Precoce;
  • Menopausa Tardia (após os 50 anos de idade);
  • Primeira gravidez após os 30 anos de idade;
  • Nuliparidade;
  • Contraceptivos Orais: Ainda é controvertida essa associação, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de altas dosagens de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo prazo e as que a utilizaram com idade precoce, antes da 1º gravidez;
  • História familiar de câncer de mama masculino.

SINTOMAS:

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor do seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou com aspecto semelhante à casca de laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
PREVENÇÃO PRIMÁRIA:

Embora tenham sido identificados fatores ambientais ou comportamentais associados a um risco aumentado de desenvolver o câncer de mama, estudos epidemiológicos não fornecem evidências conclusivas que justifiquem a recomendação de estratégias específicas de prevenção. É recomendável que alguns fatores de risco, especialmente obesidade e o tabagismo, sejam alvo de ações visando à promoção à saúde e a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, em geral.
Não há um consenso de que a quimioprofilaxia deva ser recomendada às mulheres assintomáticas, independente de pertencerem a grupos de risco.
DETECÇÃO PRECOCE:
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico do câncer, maior é a probabilidade de cura. Rastreamento significa detectar a doença em sua fase pré-clínica enquanto diagnóstico precoce significa identificar o câncer de mama em sua fase clínica precoce.
As ações de diagnóstico precoce consistem no exame clínico da mama por um profissional treinado. As ações de rastreamento implementadas  no país, preconizam a mamografia bilateral em determinados grupos de mulheres.
RECOMENDAÇÕES PARA DETECÇÃO PRECOCE:
  • Exame Clínico das Mamas: Para todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, anualmente (Este procedimento é ainda compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária);
  • Mamografia: Para mulheres com idade entre 50 e 69 anos, com intervalo máximo de 02 anos entre os exames;
  • Exame Clínico das Mamas e Mamografia Anual: Para mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a  grupos populacionais de risco;
  • GARANTIA DE ACESSO AO DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO R SEGUIMENTO PARA TODAS AS MULHERES COM ALTERAÇÕES NOS EXAMES REALIZADOS.

Abaixo, um vídeo bem explicativo sobre o Câncer de Mama:

PARA BAIXAR E SE INFORMAR MAIS:

por Simone Ferraz

REFERÊNCIA:
BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama – Brasília: Ministério da Saúde. 2006